Desmontando o cartel de Pablo Escobar




Nas épocas festivas, o mercado cinematográfico passou a praticar um cruel ritual: quase sempre, no meio das promoções mais agressivas, há dois ou três filmes condenados a desaparecer no turbilhão das estreias…

Este parece condenado a tal destino, como se a sua fraca performance comercial nos EUA (onde estreou em Julho) fosse um assombramento sem solução. Protagonizado por Bryan Cranston (o ator da série Breaking Bad), trata-se de um “thriller” deliciosamente à moda antiga (podemos lembrar alguns títulos de Sidney Lumet, em particular na década de 70), seguindo a figura de um polícia que, infiltrado numa rede internacional de tráfico de droga, foi essencial na desmontagem do cartel do colombiano Pablo Escobar. Maníaco do detalhe cenográfico, mas evitando o decorativismo fácil, a realização de Brad Furman sabe valorizar as singularidades de cada personagem e, nessa medida, também as composições dos atores.

 

Para além de Cranston, John Leguizamo e Diane Kruger são brilhantes, sustentando o peculiar humanismo desta história de muitas monstruosidades.



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