Ex-chefe da Inteligência colombiana pega 30 anos de prisão por morte de Luis Carlos Galán




Miguel Maza Márquez foi condenado por conspiração e assassinato para fins terroristas.

BOGOTÁ — O ex-chefe da Inteligência da Colômbia Miguel Maza Márquez foi condenado nesta quinta-feira a 30 anos de prisão pelo homicídio em 1989 do então candidato presidencial Luis Carlos Galán e outras duas pessoas, Julio César Peñaloza e Santiago Cuervo. Ele foi considerado coautor e responsável pelos crimes de conspiração e assassinato para fins terroristas. Preso desde 2013, Márquez sempre negou envolvimento na história.

Líder do Departamento Administrativo de Segurança na época, o general aposentado foi acusado de receber pagamentos do cartel de Medellín, chefiado por Pablo Escobar, para diminuir a segurança e permitir que Galán fosse assassinado enquanto fazia campanha pela presidência.




Maza foi preso em 2013, mas sempre negou qualquer envolvimento. Ele alegou que já foi vítima de várias tentativas de atentados por parte de cartéis de drogas.

Galán foi morto por homens armados enquanto fazia campanha em um subúrbio pobre de Bogotá. Aos 45 anos, era favorito para assumir o posto, e era muito valorizado pelo idealismo que apresentou na campanha para lutar contra o narcotráfico.

As autoridades colombianas apertaram nos últimos anos o cerco contra ex-agentes do Estado que se envolveram em casos de corrupção ligados a assassinatos durante a era Escobar. Em 2014, foi exumado o corpo do candidato Carlos Pizarro, ex-guerrilheiro morto em plena campanha em 1990. Seguranças pagos pelo Estado teriam ficado inertes quando ele foi alvejado dentro de um avião, acusam familiares e antigos aliados.




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