O ‘Calcanhar de Aquiles’ de Pablo Escobar

CALCANHAR DE AQUILES




O calcanhar de aquiles de Escobar foi justamente aquilo que tanto surpreende a quem observa os registros banais de sua vida privada: a ligação umbilical com a família.

Cada vez mais encurralado, o capo negociou asilo político para os filhos e a mulher na Alemanha. Eles embarcaram em 27 de novembro de 1993, mas, a pedido do governo colombiano, o asilo foi negado pelo governo alemão, e os Escobar voltaram para a Colômbia, onde ficaram sob proteção oficial numa residência militar. O bem mais querido de Pablo Escobar estava nas mãos de seu maior inimigo.

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Daí a fazê-lo quebrar as regras básicas de segurança foi um pulo. Mesmo evitando conversas prolongadas por telefone, Escobar foi rastreado por um novo tipo de radar que os americanos doaram aos colombianos. Instalada num avião, a engenhoca era capaz de reconhecer vozes pela frequência e fazer uma triangulação para determinar a localização do aparelho emissor.

Enquanto ditava ao filho as respostas a uma entrevista para uma revista alemã, Escobar ouviu o helicóptero e o rumor dos soldados que já cercavam a casa, fincada num bairro de elite de Medellín. “Já te ligo”, disse a Juan Pablo e, com a pistola 9 mm, saltou por uma janela para ganhar o telhado. Era 2 de dezembro de 1993; na véspera, completara 44 anos.

Escobar foi atingido na perna e no ombro. O balaço que o matou entrou bem no centro da orelha direita e saiu em trajetória perfeita pela orelha esquerda. É o que mostram as fotos do legista.

FONTE: http://revistazum.com.br/







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